Sobre, talvez, mim.

Não sou a pessoa mais inteligente. Não sei escrever, não sou poeta. Não faço rimas bem feitas, não meço palavras pra que elas tomem uma beleza que ninguém consegue explicar. Não escrevo de modo pra que todos gostem, ou ainda sintam algo, sintam-se felizes ou tristes. Sentir-se alegre ou triste é um modo de explicar sentimentos dos quais eu mesma não consigo explicar. Escrever é algo engraçado, talvez a poesia esteja realmente nos olhos de quem vê.
Edgar Allan Poe disse em uma de suas frases: "Defino a poesia das palavras como a criação ritmica da beleza. Seu único juízo é o gosto". Gosto. Criação ritmica da beleza.
Penso eu, que sendo questão de gosto, e de uma criação ritmica da beleza, nós podemos sim decidir o que é a poesia ou o que não é. Ritmo nós fazemos.
Não quero ser a pessoa que vai mudar o mundo escrevendo. Muito menos, tentar algum tipo de respeito por palavras. Não sou de me impor, só quando observo necessidade.

Realmente, não sei me expressar com as palvras de forma ordenada, de forma complexa. Não posso escrever os sentimentos humanos tão bem quanto Shakespeare ou Lispector, mas saber ver a beleza desses versos é algo que todos deveriam aprender quando estão no primário.

Sensibilidade não é algo que aprendemos sentindo.

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